por Ana Maria Campos*

“[…] um homem que alcançou com seu trabalho
uma fortuna enorme e que encontrou na  assistência
aos desprotegidos o seu sentido de viver.”
(In:Coronel Benjamin Ferreira Guimarães.Tecendo Histórias, 1997:98)

Cel. Benjamim Ferreira Guimarães e esposa Maria Ambrosina Mourão (D. Mariquinha)

A personalidade que fundou o Hospital da Baleia na Capital de Minas Gerais e que empresta o nome dele ao famoso navio a vapor Benjamim Guimarães, que navega no Rio São Francisco, é admirável.

Benjamim Guimarães foi um homem a frente do seu tempo. Sua inteligência e dinamismo conduziram-no a uma trajetória de sucesso. A compreensão que ele teve da responsabilidade social, muito antes de se ouvir falar no tema, fizeram dele um dos maiores filantropos do país, um ser especial. “O que ele fez neste terreno, as doações, as fundações de assistência aos trabalhadores e à infância, o estímulo ao ensino médico e às pesquisas científicas, as dotações a hospitais, asilos e escolas, tudo se sucedeu vertiginosamente, sem que nem se apercebesse a opinião pública da totalidade dos benefícios distribuídos”, afirmou o jornalista, professor e escritor Lindolfo Xavier, contemporâneo de Benjamim, em primoroso trabalho publicado em 1956. Benjamim Ferreira Guimarães tornou-se um benemérito de várias cidades, sendo Pará de Minas uma delas, e sua história deve ser conhecida das novas gerações.

Cel. Benjamim Ferreira Guimarães nasceu em 17 de dezembro de 1861 em Santo Antônio de São João Acima, atual Igaratinga, quando ainda território pertencente a Pará de Minas, daí o considerarmos orgulhosamente nosso conterrâneo. Era filho do farmacêutico Manuel Ferreira Guimarães e de Maria Constança Moreira Guimarães. Benjamim era dono de personalidade e caráter rígidos, alicerçados em nobres valores e alma sábia e generosa. A tenacidade da qual era dotado, aliada ao árduo trabalho, levou-o de caixeiro a empresário de indústrias têxteis e banqueiro.

Benjamim cursou o primário em sua terra natal, continuando os estudos em curso particular no Rio de Janeiro quando com apenas treze anos foi para a capital do país trabalhar como caixeiro na casa comercial Xavier, Gontijo & Cia. “Naquele tempo não havia as folgas de hoje no comércio. Trabalhava-se mesmo em domingos e feriados e havia plantões obrigatórios, que roubavam as poucas oportunidades de repouso dos empregados. Nesta escola de vida prática o espírito curioso de Benjamim encontrou campo suficiente para uma aprendizagem útil e proveitosa. Era também muito elevado o ambiente intelectual em que ele agia. A casa comercial onde se empregara era uma espécie de consulado mineiro….” (XAVIER, 1956:99)

Retornou a Minas Gerais após dois anos e se estabeleceu em Bom Sucesso, primeiramente como empregado até conseguir a sua firma Casa Popular de Bom Sucesso. Lá se casou em 1883 com Maria Ambrosina Mourão (Mariquinha) com quem teve 12 filhos, três deles falecendo na infância: Aurélio, Manuel, Antônio, Benjamin, Maria, Raul, Luiz, outro Luiz, Júlio, outra Maria, Julieta e Lauro.

Em Bom Sucesso perdeu seu patrimônio ao arriscar, como tantos outros brasileiros, investimentos na bolsa de valores no período que ficou conhecido como “encilhamento”, logo após a implantação da república no Brasil, marcado por grande agitação financeira e caracterizado pelo grande movimento de especulações e negócios arriscados.

A atitude da esposa, fazendo doces e broas para os filhos venderem,  foi decisiva para superar o infortúnio. Em 1906, após quatorze anos, Benjamim já havia recuperado boa parte da sua fortuna. Adquiriu a patente de Coronel da Guarda Nacional, que passou a ser incorporado ao seu nome como era comum à época. Nesse período surgiu a oportunidade de montar uma fábrica têxtil em Valença, cidade do Estado do Rio de Janeiro, resultado das conversas com o representante comercial José de Siqueira Silva da Fonseca, natural daquela localidade, que se tornou seu sócio. Valença foi sede da primeira indústria têxtil dele, a Companhia Industrial de Valença. Lá fundou a Casa Mineira, estabelecimento que vendia secos e molhados, ou seja, tudo ou quase, criando a firma Benjamin & Filhos para administrar o novo comércio.

Tempos depois adquiriu outras empresas têxteis no Espírito Santo e Minas Gerais: Cachoeiro de Itapemirim(1915), Oliveira (1918, Cia. Oliveira Industrial), Barbacena (1932, Cia de Fiação e Tecelagem Barbacenense), São João del Rei(1935, Fábrica de Tecidos Brasil) e Juiz de Fora(1943, Cia. de Fiação e Tecelagem Industrial Mineira). Durante a Segunda Grande Guerra (1939-1945) as fábricas de Cachoeiro de Itapemerim, Oliveira e São João del Rei foram negociadas.

Onde instalava um ramo de sua atividade comercial, fundava uma instituição caritativa de proteção aos necessitados (MELO, 1965:10). Para os operários de suas indústrias, Benjamim estabeleceu o salário família, a assistência médico-hospitalar gratuita, a creche, a escola, as diversões, a licença maternidade, as férias e outras medidas que mais tarde foram consubstanciadas em leis(XAVIER, 1956:106-107).

Em 1927, Benjamim adquire a Mina da Passagem, em Mariana-MG, que após ser reestruturada tecnicamente voltou a produzir ouro. Outros investimentos foram: “cinemas [Cia. Cine-brasileira, dona dos cinemas Brasil, Glória, Floresta, Democrata e Metrópole, todos em Belo Horizonte. Em Juiz de Fora,  Benjamim administrou o Cine-Teatro Glória], curtumes de couros [Curtume Riacho Fundo,Curvelo, 1923], companhia de navegação do rio São São Francisco [criada em 1917 para transportar o algodão do nordeste, matéria prima de suas indústrias], construções civis [Cia. Predial Ferreira Guimarães, criada para  cuidar dos imóveis da família], companhia de seguros [Cia. de Seguros Minas-Brasil], indústria extrativa [Magnesita S.A], etc.” (XAVIER, 1956: 106)

Com o sucesso dos investimentos, funda em 1930 o Banco Crédito Predial, depois Banco de Minas Gerais. Os filhos, empreendedores como o pai, atuavam ativamente nos negócios da família.

Em uma das visitas dele a Pará de Minas, em 18 de janeiro de 1934, acompanhando o amigo Benedito Valadares, que acabara de assumir o governo de Minas Gerais e pela primeira vez visitava a terra natal, Cel. Benjamim Guimarães recebeu homenagens na Prefeitura da cidade, assim como o governador conterrâneo. O jornal local Pará de Minas, na primeira página da edição de 21 de janeiro daquele ano, assim se referiu a ele: foi prestada na tesouraria [da Prefeitura] uma homenagem ao Cel. Benjamim Ferreira Guimarães dado o espírito benfazente do nosso ilustre conterrâneo que já nos tem beneficiado com importante soma para o patrimônio da Santa Casa, e agora pretende aqui fundar o Instituto Profissional para menores. O ilustre industrial assim, mais uma vez, deu prova de quanto carinho e amor o prendem à sua terra natal.

De fato, fundou em 1934 o Instituto de Artes e Ofícios em Pará de Minas, destinado a abrigar crianças pobres e abandonadas, contribuindo com a importância de Cr$300.000,00 (trezentos mil cruzeiros) para a sua construção. Um acordo entre a diretoria do recém fundado instituto e o governador do Estado, Dr. Benedito Valadares, transformou a instituição criada em uma Fábrica Escola destinada a formar técnicos em laticínio, sendo a verba destinada à construção da entidade. “A Fábrica-Escola Benjamim Guimarães foi criada pelo Decreto-Lei Nº 174, de 25 de janeiro de 1938, destinada ao recolhimento e instrução profissional de menores órfãos e desamparados, em regime de internato. Com capacidade para receber 60 menores, a partir de 7 anos de idade, através de um ensino intensivo e prático, formava laticinistas em um período de dois anos. Suas instalações e aparelhagem estavam dimensionadas para processar 2.900 litros de leite/dia, sendo 900 litros destinados a fabricação de queijos e o restante utilizado na produção de manteiga. O leite era fornecido pelos produtores locais e pela Fazenda-Escola de Florestal, sendo que a comercialização dos produtos era feita, sob consignação, pelos entrepostos mantidos pela Secretaria da Agricultura, em Belo Horizonte” (VAZ,1996:113). A Fábrica Escola Benjamim Ferreira Guimarães foi inaugurada pelo Presidente Getúlio Vargas, pelo Governador de Minas Gerais, Benedito Valadares e pelo Cel. Benjamim Ferreira Guimarães, em 11 de maio de 1940. Tempos depois foi fechada e o prédio doado para a Cooperativa dos Produtores de Leite (JÚNIOR, 1961: 82-83).

Outra iniciativa do Cel. Benjamim Ferreira Guimarães em Pará de Minas culminou em março de 1944, quando o Instituto Cel. Benjamim Ferreira Guimarães – Patronato, teve iniciada a sua construção. A Congregação Salesiana, convidada por ele a  fundar um patronato destinado a amparar e instruir os meninos pobres do município, recebeu do Cel. Benjamim Ferreira Guimarães a quantia de um milhão de cruzeiros e do Estado, pelo seu Governador Benedito Valadares, um terreno de 33 alqueires no lugar denominado Gomes, distante da cidade meia légua, como consta no Livro Tombo da Paróquia Nossa Senhora da Piedade. O início das atividades do Instituto Coronel Benjamim Ferreira Guimarães – Patronato, foi em 1946 com a chegada do Padre Arcanjo Moratelli, salesiano encarregado de dirigir o Instituto, sendo que a inauguração oficial ocorreu em 02 de março de 1947.

O Hospital Nossa Senhora da Conceição foi uma das entidades de Pará de Minas beneficiadas pelas contribuições generosas dele, e ainda pela doação de todo o material cirúrgico para a instalação do novo prédio em 1929, tornando-o um dos mais bem  aparelhados do Estado. Ao ler o relatório anual dessa entidade, enviava sujestões acompanhadas de um cheque. O Asilo Padre José Pereira Coelho teve o patrimônio inicial constituído por ele, na importância de Cr$100.000,00 (cem mil cruzeiros) e sempre que a entidade se achava em dificuldades financeiras era socorrida por ele. Todas as instituições  de assistência social de Pará de Minas foram beneficiadas por ele (JÚNIOR, 1961: 83).

Homem dedicado à família e ao trabalho, preocupado com as dificuldades geradas pela probreza, procurou meios para amenizar os problemas sociais ajudando inúmeras entidades de assistência social, asilos, hospitais e escolas de Minas Gerais e de outros estados, promovendo “Doações às Santas Casas de Misericórdia e asilos e orfanatos de Bom Sucesso, Pará de Minas, Pirapora, Barbacena, Mariana, Luz, Belo Horizonte, Oliveira, Itapecerica, Baependi, Abaeté, São João del Rei, Passos, Juiz de Fora, Paraopeba, Dores do Indaiá, Sete Lagoas, Dores da Boa Esperança, Bambuí, São Gotardo, Vitória, Cachoeiro de Itapemerim, Valença e Rio de Janeiro, sendo esta para construção do Instituto de Anatomia Patológica na Santa Casa de Misericórdia. Outras dotações, doações e auxílios: Assistência Universitária Mendes Pimentel, de Belo Horizonte; Casa do Pobre, em Pesqueira, Pernambuco; Asilo da Piedade, em Caeté; Associação de S. Vicente de Paulo, em Belo Horizonte; Asilo São Luís, Rio de Janeiro; Escolas de Bom Sucesso, Valença e outras; Instituto Agrícola de Artes e Ofícios de Pará de Minas [transformado em fábrica-escola para aprendizes industriais de laticínios]; Obra de Assistência aos Mendigos, no Rio de Janeiro; Instituto Getúlio Vargas, Creche do Menino Jesus, Colégio Cristo redentor, Casa do Pobre de Copacabana; campanha contra a tuberculose e a lepra, em São Paulo e no Rio; Albergue Santo Antônio, em São João del Rei; União dos Lázaros, Cruzada Mineira contra a Tuberculose. (…) educou mais de mil crianças que eram por ele sustentadas em orfanatos, aprendizados, colégios e escolas. Construiu em Belo Horizonte um moderno hospital de oftamologia, anexo ao Hospital São Geraldo, sob a direção do Dr. Hilton Rocha. Atendendo ao pedido das Irmãs de Caridade do Hospital São Vicente de Paulo, naquela cidade, doou avultada quantia para a restauração do material daquela instituição para crianças pobres. Na última fase da vida de Benjamim Guimarães, estava ele empenhado numa série de iniciativas de ordem assistencial à medicina, tais como criação de bolsas de estudo por empréstimos aos universitários desejosos de aperfeiçoamento nos Estados Unidos e na Europa. Auxiliou a campanha da Cruz Vermelha em Minas para aquisição de largos estoques do material de Radium, para tratamento de mulheres atacadas de câncer no seio”(XAVIER:1956:113-114). Além disso, criou um prêmio anual destinado a médicos pesquisadores, em homenagem ao amigo Dr. Paulo César de Andrade; colaborou na reconstrução da Pró-Matre no Rio de Janeiro e em campanhas para aquisição de remédios para pacientes com câncer e com hanseníase.

A primeira obra assistencial dele foi uma escola normal em Bom Sucesso/MG, em 1925, escola que no ano seguinte possuía um orfanato para meninas. A partir daí ajudou também na construção de Hospitais Santa Casa, orfanatos, asilos e escolas em Minas Gerais e outros estados. A Santa Casa de Misericórdia em Pitangui, Oliveira e Barbacena, a ampliação do Colégio dos Salesianos em São João Del Rey são exemplos da filantropia dele. Benjamim empregava uma metodologia inteligente visando envolver o maior número de pessoas no benefício pleiteado por uma comunidade: doava o dobro do valor arrecadado na subscrição apresentada a ele. Desta forma todos se esforçavam para conseguir maiores adesões às causas pelas quais trabalhavam, pois “o que é dado não tem valor”, afirmava.

A grande obra dele foi o Hospital da Baleia, em Belo Horizonte, inaugurado em julho de 1944. “Tomando parte ativa na Cruzada Mineira contra a Tuberculose, Benjamim entrou em combinação com o Governo do Estado e obteve do então Governador Dr. Benedito Valadares Ribeiro a doação da Fazenda da Baleia, nos arredores da Capital mineira. Ali, num lugar de clima privilegiado, construiu um notável sanatório e um hospital denominados ‘Colônia’ [Hospital Maria Ambrosina] e ‘Preventório’ [Hospital Antônio Mourão], com capacidade para setecentas crianças pré-tuberculosas, recrutadas entre a infância escolar e desvalida de Belo Horizonte” (Idem:116). Benjamim doou vinte milhões de cruzeiros para a obra e uma contribuição diária de mil cruzeiros, enquanto fosse vivo. A grandiosa iniciativa, que teve a valorosa colaboração do seu filho médico Dr. Antônio e do também médico Dr.José Baeta Vianna é a Fundação Benjamim Guimarães que ampliou o atendimento ao longo do tempo e continua prestando valiosa contribuição à sociedade, honrando o nome do seu fundador.

Benjamim Ferreira Guimarães está no patamar das notáveis personalidades que se destacaram no século XX.  Teve seu nome inscrito no Livro do Mérito, em 1944. O presidente da República, Getúlio Vargas, mandou inscrever o nome de Benjamim Guimarães no Livro do Mérito por ter cooperado para o engrandecimento espiritual e material do Brasil, como filantropo e criador de riqueza nacional. Em solenidade realizada a 21 de dezembro de 1944, no Palácio do Catete, então sede do governo federal, o presidente da República entregou a Benjamim Guimarães o diploma de inscrição do nome no Livro do Mérito representativo da investidura na honraria oficial (MACHADO, 2004).

Benjamim faleceu em Belo Horizonte em 15 de março de 1948, aos 86 anos. O trabalho do admirável homem é exemplo legado aos pósteros. A herança empreendedora é uma constante nos descendentes dele, impulsionando-os a continuar trilhando os ensinamentos do patriarca brilhante, sempre comprometido com as grandes causas sociais. Benjamim Ferreira Guimarães merece ser sempre lembrado.

“Para ele, além de se reinvestir e cuidar da saúde financeira
de suas empresas, era obrigatório se investir em obras de
assistência às crianças pobres do Brasil. Esse é certamente
o seu maior legado, o mais profundo ensinamento que deixou
aos seus sucessores, que receberam dele a responsabilidade
social de amparar os seus empregados e as pessoas necessitadas”
(In:Coronel Benjamin Ferreira Guimarães.Tecendo Histórias, 1997: 83)

Cel. Benjamim Guimarães, à esq., com o Governador de MG,Benedito Valadares.

Fontes:

– XAVIER, Lindolfo. Pioneiros e Semeadores; Caderno de Memórias I; José Konfino – Editor; Rio de Janeiro;1956, páginas 95 a 118.
– Dossiê Agência de Investigação Histórica (Coord.). Coronel Benjamin Ferreira Guimarães. Tecendo Histórias; Livraria Del Rey Editora; Belo Horizonte/MG;1997.
– JÚNIOR, Dr. Mendes. Cel. Benjamim Ferreira Guimarães; In: MIRANDA, José Augusto Corrêa de; De Patafufo a Pará de Minas. Contribuição Histórica 1859-1959; Imprensa Oficial; Belo Horizonte; 1961; pág. 82.
– MACHADO, Fernando da Matta. Traços biográficos de Benjamim Ferreira Guimarães; artigo publicado no jornal Corrente, Pirapora, Minas Gerais, ano XXVII, Nº 1.051, 06.08. 2004; Edição Especial; retirado em 09.01.2012 do endereço http://www.fernandodamattamachado.com.br/Benjamimbiografia.html
– MELO, José Tarcísio de Almeida. Menina dos Olhos; In: Jornal Minas Gerais; Diário da Assembléia; 07.10.1965, págs.2 a 16.
– VAZ, Alisson Mascarenhas. Israel: uma vida para a história. Rio de Janeiro:Companhia Vale do Rio Doce, 1996, pág. 113.
– Pará de Minas – Jornal, Ano I, Nº 29, 21.01.1934, pág. 1.
– Vossa Senhoria, jornal. Pará de Minas, Ano I, Nº 30, edição de 08.03.1947, pág.1.
– Livro Tombo da Paróquia Nossa Senhora da Piedade. Pará de Minas-MG
– Informações retiradas do site do Hospital da Baleia, em 06.01.2012: http://www.hospitaldabaleia.org.br/pt/conteudo.php?c=1&;t=1&i=71

*Ana Maria de Oliveira Campos é pesquisadora da história de Pará de Minas; diretora do Museu Histórico Municipal.

Em 06.01.2012.