No Século XVIII, em busca de ouro e pedras preciosas das minas de Pitangui, bandeirantes e aventureiros chegaram até as terras onde foi formado o Arraial do Patafufo, hoje Pará de Minas. Não encontraram riquezas, mas sim um tesouro ainda mais valioso: uma terra abençoada, que deu origem ao Arraial do Patafufo.
A Prefeitura de Pará de Minas, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Comunicação Institucional, tem consciência de que esta é uma cidade de muitas riquezas, porque é feita por gente de valor. Gente que faz história. Gente que tem uma valiosa história, que merece e deve ser divulgada para todos.
E é justamente por isso, que o Prefeito Elias Diniz e toda sua equipe desenvolveram um novo site para o Museu Histórico. Por meio dele, o nosso principal centro de convergência e irradiação da história de Pará de Minas mostra que está inserido nas novas tecnologias da informação e abre suas portas para a interatividade da era virtual. Guardião da memória do município, ele avança na divulgação e na promoção do nosso patrimônio cultural.
Por meio desse portal, o Museu Histórico democratiza e amplia o acesso aos bens culturais sob sua guarda. E assim, ele reverencia o passado, inovando a forma de promover e valorizar nosso patrimônio com as ferramentas virtuais tão presentes na nossa atualidade.
Aqui, com um simples clique, é possível o internauta, em qualquer lugar do mundo ou mesmo no conforto de sua casa, fazer uma incrível viagem virtual a seu significativo patrimônio, dentre os quais, documentos, fotografias, objetos variados e documentários que reconstituem a história pará-minense. Aqui também estão disponíveis a programação cultural e os projetos coordenados pela equipe de profissionais do Museu.

Fique à vontade. A casa é sua!

O Museu Histórico, Documental, Fotográfico e do Som de Pará de Minas — MUSPAM, é um órgão operacional da Secretaria Municipal de Cultura. A instituição que abriga a memória histórica do município de Pará de Minas, Minas Gerais, foi inaugurada em 10 de fevereiro de 1984, na administração do Prefeito Antônio Júlio de Faria, incentivado pelos assessores Hugo Flávio Lobato Marinho e Luiz Viana David. A implantação foi possível graças ao convênio firmado entre a Prefeitura e a Aspac — Associação Pará-minense de Arte e Cultura, autorizado pela Lei Municipal Nº 2.190, de 15 de dezembro de 1983.

O trabalho de recolhimento de peças, documentos e fotografias relacionados à evolução histórica, econômica, cultural e social de Pará de Minas, em campanha promovida pela Aspac, foi vital para a constituição do acervo inicial da instituição.

A partir de junho de 1987 a entidade iniciou sua reformulação conceitual, administrativa e física, no sentido de dinamizá-la, sendo reinaugurada em 10 de novembro de 1988. A Lei Municipal Nº 2.456, que criou o Museu Histórico, Documental, Fotográfico e do Som de Pará de Minas, foi votada pela Câmara Municipal e sancionada em 04 de dezembro de 1987. Uma ampla programação compõe a agenda da instituição: exposições permanentes e temporárias, lançamentos de livros, oficinas, palestras, shows artísticos, congados, etc. Com a implantação da Secretaria Municipal da Cultura, em 1993, os setores culturais do município fortaleceram-se com as propostas apresentadas e, sendo o Museu um dos órgãos operacionais da Secretaria de Cultura de Pará de Minas, está sempre em sintonia com o órgão responsável pela gestão cultural municipal.

Em 2009, ano do Sesquicentenário de Pará de Minas, o Museu comemorou 25 anos de trabalhos de resgate, preservação, pesquisa e divulgação da memória histórica do Município, tendo o prédio recebido obras de reforma e conservação, que foram inauguradas em 25 de novembro. Obras de melhorias na infraestrutura do prédio aconteceram desde maio de 2011 e, na noite de 28 de março de 2014 foram inauguradas, marcando assim os 30 anos da entidade.

Promover a valorização e preservação do patrimônio e memória histórica de Pará de Minas, constituindo-se em um núcleo referencial e dinâmico de fomento cultural, promoções, pesquisas e disseminação de conhecimentos.

VALORES

  • Comprometimento com a memória histórica de Pará de Minas;
  • Compromisso e responsabilidade;
  • Multifuncionalidade e dinamismo;
  • Cooperação, integração e inclusão
  • Competência e transparência;
  • Respeito à pessoa;
  • Respeito ao meio ambiente;
  • Senso estético;
  • Ética.

O prédio é considerado o mais antigo da cidade, construído para a residência de Manuel Baptista, o Patafufo, um dos fundadores de Pará de Minas.

A edificação remanesce da manifestação arquitetônica típica do Brasil Colônia. O prédio de taipa, construído no século XVIII, sediou a fazenda de Manuel Baptista na época de grande fluxo de mineradores entre Sabará e a Vila de Pitangui, a sétima Vila de Minas Gerais. O prédio foi erguido em uma extensa vargem cortada pelo Ribeirão Paciência, que atravessa toda a cidade. Foi um ponto de pouso que se formou ao longo do caminho real para os boiadeiros, os tropeiros, os abastecedores dos centros urbanos.

Nesse território ― caminho para Pitangui —, as primeiras arranchações, estalagens, comércio e Capela foram surgindo, originando o arraial do Patafufo, atual Pará de Minas. Já no Século XX, em 1º de setembro de 1905, o prédio foi adquirido do Padre Miguel Vital de Freitas Mourão por Adelino Cardoso Ferrão Castelo Branco. À família Castelo Branco pertenceu até 9 de janeiro de 1980, quando a Prefeitura de Pará de Minas o adquiriu dos herdeiros, durante a administração do Prefeito José Porfírio de Oliveira.

Logo após ser sido adquirido pela municipalidade, o prédio recebeu os desabrigados pelas fortes chuvas que cairam na cidade, ocasião em que uma área de extensão da casa foi completamente fechada e suas paredes foram intercaladas com basculantes. O prédio foi sede de alguns setores municipais durante a construção da nova sede do executivo, que foi inaugurada em 1982. Nele também funcionou uma escola particular de música; a Aspac – Associação de Arte e Cultura, que seria responsável pela implantação do Museu; a Banda de Música Lira Santa Cecília, entidade civil; e, simultaneamente, funcionava uma carpintaria da Prefeitura na coberta, e, as salas externas funcionavam como depósitos de material de som, de pintura, de peças danificadas.

Em 1984, na administração do Prefeito Antônio Júlio de Faria, o prédio foi destinado a abrigar o Museu Histórico por iniciativa e incentivo de Hugo Flávio Lobato Marinho e Luiz Viana David, assessores do prefeito. Em 1998, a edificação foi tombada pelo Município por força do Decreto Nº 2.768, de 13 de abril.

Melhorias foram promovidas no prédio adaptando-o às novas funções, sendo as mais recentes inauguradas em 28 de março de 2014.

O acervo teve início com a campanha de doação promovida pela Associação Pará-minense de Arte e Cultura ― Aspac, entidade responsável através de convênio com a Prefeitura para implantar o Museu Histórico de Pará de Minas. As doações aumentaram significativamente após a reinauguração do Museu, em 10 de novembro de 1988.

Abertura da exposição “Amor à moda Antiga”, em setembro de 2017.

Todos os objetos, documentos textuais, fitas audio e videomagnéticas, cinematográficas e fotografias que integram o acervo são doações de particulares, instituições, ou transferência de patrimônio municipal, com exceção de uma imagem de roca de Nossa Senhora das Dores, cuja aquisição foi resultado de uma campanha promovida pelo Museu, em 1992.

A tipologia do acervo é bastante eclética, abrangendo diversas categorias e suportes, a exemplo de objetos históricos, artísticos, etnográficos, mobiliários, utensílios de cozinha, armaria, insígnias, indumentária, documentos textuais e outros, predominando o acervo fotográfico.

  • Exposições: As exposições permitem o contato imediato do público com o acervo do museu. De maneira prazerosa o visitante pode absorver o conteúdo proposto, levando-o à aprendizagem e à reflexão.
  • Atendimento à pesquisas: Estudantes e pesquisadores são conduzidos pelo acervo documental da instituição durante suas pesquisas. Horário de Atendimento: De 9 às 18 horas, de 2ª à 6ª feira.
  • Biblioteca: A biblioteca é disponibilizada para consultas na própria instituição. A seguinte tipologia é encontrada em seu acervo: História Regional, História Mineiriana, História Brasileira, Museologia, Religião, Dicionários, Literatura Regional, Literatura Brasileira, História da Medicina, História da Arte, fitas de VHS, periódicos, separatas.
  • Palestras e lançamento de livros: A instituição promove e disponibiliza suas dependências para lançamento de livros, palestras, encontros de artistas/artesãos, etc.
  • Monitoria de turmas: Grupos agendados são guiados pelas dependências do Muspam. As informações sobre a exposição em cartaz, peças do acervo, história institucional, são repassadas para os grupos. Requer agendamento prévio.
  • Monitoria especial/Memorial Benedito Valadares: Grupos agendados são guiados recebendo informações sobre a vida e obra de Valadares, ícone da política de Pará de Minas, tendo se destacado em Minas Gerais e no Brasil. Requer agendamento prévio.
  • Conheça o Muspam: Grupo de professores são guiados pelas dependências do Museu conhecendo o acervo institucional e descobrindo a potencialidade educacional/cultural da entidade, que poderá ser explorado em aula/pesquisa/visita/atividades. Parceria com a Superintendência Regional de Ensino e Secretaria Municipal de Educação.
  • Ações Educativas: Projetos Educativos desenvolvidos em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e Superintendência Regional de Ensino envolvendo todas as escolas do Município. Acesse o histórico completo das ações educativas clicando aqui.
Alunos da Escola Estadual Professor Pereira da Costa prestigiam a exposição em memória do Patrono da instituição em que estudam.

Museu Histórico de Pará de Minas

Rua Manoel Batista, 51 – Centro | Pará de Minas – MG
CEP: 35660-049 | Telefone: (37) 3231-7790
E-mail: muspam@parademinas.mg.gov.br

Funcionamento – Exposições:

  • Terça a sexta-feira, das 9 às 18 horas;
  • Domingo, das 9 às 12 horas;

Entrada Franca.

Funcionamento – Biblioteca e atendimento a pesquisas: 

  • Segunda a sexta-feira, das 9 às 18 horas.