por Ana Maria Campos*

Cresci ouvindo de meus pais, de parentes e dos amigos deles, referências a Torquato de Almeida. Moça feita, constatei que Torquato realmente se destacava entre os filhos desta terra.

Penso ser imprescindível inseri-lo neste livro de memórias do Pará, de Minas Gerais. Outros, cujos nomes também ouvi desde a infância, são igualmente merecedores de páginas neste livro, como Benedito Valadares, nosso político de maior destaque, cujo nome foi ligado à cidade; “terra de Benedito Valadares”, assim Pará de Minas ficou conhecida por largo tempo. Ovídio de Abreu é outro nome que me ocorre, bem como o dos doutores Wilson Guimarães e Odilon Rodrigues de Souza. Há tantos outros merecedores… Enfim, na impossibilidade de abordar todos, passarei às informações que coletei sobre o líder inconteste do desenvolvimento de nossa terra no início do século XX.

Torquato de Almeida foi comerciante, empreiteiro de obras, industrial, líder político, vereador, presidente da Câmara e agente executivo de 1º de junho de 1912 a 21 de setembro de 1922.  Foi também provedor do Hospital Nossa Senhora da Conceição por longo tempo, além de jornalista.

Nasceu na então Vila do Pará, em 1º de novembro de 1877, filho do Cel. Francisco Torquato de Almeida, comerciante, chefe político, vereador e presidente da Câmara, e de dona Jesuína Moreira da Piedade. Era o sexto dos oito filhos do casal:
1- Angélica de Almeida Moreira, casada com o maestro Augusto César Moreira;
2- Francisco Torquato de Almeida Júnior (Chiquinho Torquato), casado com Maria Zita Guimarães;
3- Amélia de Almeida Varela, casada com Augusto Varela;
4- Ana de Almeida Villaça (dona Sinhaninha), casada com Joaquim Xavier Villaça (Nem Villaça);
5- Jesuína de Almeida Guimarães, casada com Francisco de Melo Guimarães (Chico Melo);
6- Torquato Alves de Almeida, casado com Onésima Diniz Moreira;
7- Maria de Almeida Melo, casada com João da Costa Melo;
8- Theophilo de Almeida, casado com Sara Pentagna de Almeida.

Há uma curiosidade em seu nome, esclarecida pelo pesquisador Mário Luiz Silva em depoimento ao Museu da cidade: o “Alves” do sobrenome de Torquato era em homenagem ao padrinho dele, Manoel Alves Diniz Vale, que, posteriormente, foi o primeiro oficial de registro civil da cidade. Explica-se: Torquato nasceu na época do Império e, nesse período, não havia ainda cartório de registro civil. O registro de batismo era o documento utilizado. Sem leis para regulamentar essa área, era comum os pais homenagearem os amigos, colocando os sobrenomes destes nos filhos. Os pesquisadores sabem muito bem como essa prática é confusa, dificultando-lhes o trabalho, pois, muitas vezes, o nome de família desaparece.

Mas, retornando ao tema, Torquato aprendeu as primeiras letras nas escolas singulares da cidade. Estudou também no Educandário Municipal e no Externato do Prof. Pereira da Costa.

Desde cedo, manifestou interesse pelas obras sociais, ingressando na Irmandade da antiga Casa de Caridade, hoje Hospital N. S.ª da Conceição, sendo logo eleito para compor a Mesa Administrativa da Casa, para o cargo de procurador. Foi também provedor dessa instituição por 21 anos, de 9 de abril de 1905 a 8 de agosto de 1926.

Como provedor do Hospital, consolidou as finanças da entidade, adquiriu o terreno para a sua nova sede e iniciou a construção do novo prédio, enfrentando os opositores e a opinião pública, que achavam o projeto arrojado, muito grandioso para a cidade, um “elefante branco”. Entregou as obras quase concluídas ao seu sucessor, e a inauguração do prédio ocorreu em 1929. Para essa mesma entidade, doou a capela construída na lateral direita da edificação, que viu ser sagrada em 12 de setembro de 1946 − ano do centenário da Paróquia N. S.ª da Piedade. Os festejos desse 12 de setembro foram documentados em um filme produzido por Torquato. Uma preciosidade!

Para as obras de assistência social, reservava especial tratamento. Mostrava grande interesse em amenizar os graves problemas que afligiam a criança desprotegida e a velhice pobre e doente. Nunca recusou seu apoio moral e financeiro para equacionar questões de assistência social. O Dispensário Padre Silvestre e o Conselho Particular Vicentino muito devem a ele, assim como as obras do Asilo Padre José Pereira Coelho e do Instituto Cel. Benjamim Ferreira Guimarães.

Como líder político do Partido Republicano (PR), presidente da Câmara e agente executivo (prefeito), conseguiu grandes melhoramentos para a cidade, como o Telégrafo Nacional em 1909, a Estrada de Ferro em 1912, o Grupo Escolar que leva o seu nome em 1914. Preocupou-se com a higiene e a saúde pública, instituindo lei que dispunha sobre a criação de açougues nas vilas do município e estabelecendo a obrigatoriedade do exame dos animais destinados ao abastecimento da população. Promoveu o abastecimento de água nas vilas de Florestal e Mateus Leme, ampliou o antigo sistema de captação de água e construiu uma nova adutora de água na cidade. Ampliou a usina hidrelétrica do Jatobá. Construiu uma nova instalação para a distribuidora elétrica, um belo castelinho, obra de Amadeo Celso Grassi, localizado na esquina das atuais ruas Benedito Valadares e Cel. João Alves. Ampliou a rede elétrica da cidade e promoveu a reforma geral da rede antiga, com a colocação de postes de ferro nas ruas do centro. Construiu os jardins e o coreto da Praça Wenceslau Braz (Praça da Estação). Construiu a nova Câmara (prédio da nossa antiga Prefeitura, demolido em 1981), uma  bela obra de Amadeo Celso Grassi. A manutenção e a construção de estradas e pontes foi uma constante em sua administração. Regularizou e disciplinou o serviço de construção de muros e residências na cidade, proibindo que estas fossem construídas de madeira e aqueles pelo sistema antigo. Instituiu o emplacamento das ruas da cidade, as quais receberam nomes de nossos benfeitores, e providenciou a numeração das casas. Proibiu a criação de quaisquer animais nas ruas da cidade, uma vez que porcos e cabritos as infestavam. Determinou as primeiras providências e os estudos preliminares para a construção da rede de esgoto na cidade e também o pagamento integral da dívida da municipalidade ao Estado.

Ainda como agente executivo da Cidade do Pará, Torquato de Almeida teve a iniciativa de solicitar ao governo do Estado a alteração do nome do município. Sua reivindicação transformou-se na Lei Estadual nº 806, de 22 de setembro de 1921, quando o município e sua sede passaram a denominar-se Pará de Minas.

A alteração do nome do município solucionou os transtornos que a simples denominação “Pará” causava aos serviços postais telegráficos, fato que ocasionava prejuízos a muitos, pois as correspondências e mercadorias, muitas vezes, iam para o Estado do Pará. O pesquisador Robson Correia de Almeida, em um de seus trabalhos, afirma que a idéia da alteração do nome da cidade surgiu em uma das visitas que Torquato de Almeida fez à casa de seu irmão Francisco Torquato de Almeida Júnior (Chiquinho Torquato). Comentando os aborrecimentos que o simples “Pará” ocasionava, foi interrompido por Rita Guimarães, cunhada do irmão, que ouvia, atenta:  “É fácil resolver o problema, Torquato! Não existe o Pará, do Norte? O nosso passa a ser Pará de Minas”. Sugestão aplaudida por todos os presentes.

Não foi somente a política a área priorizada por Torquato. Todos os setores receberam o apoio necessário desse líder, como o Centro Paraense, entidade cultural fundada em 1902 pelo juiz Pedro Nestor de Salles e Silva, cujo nome, mais tarde, foi emprestado à instituição. Torquato foi um dos fundadores dessa agremiação, fez parte ativa da sua diretoria e foi seu presidente em 1919. Era a figura principal dos movimentos que surgiam e que visavam o desenvolvimento econômico, cultural e espiritual de nossa cidade.

Como empreiteiro de obras, foi responsável por um trecho da construção da estrada de ferro do Ramal do Pará. Como industrial, foi um dos fundadores das indústrias têxteis: Companhia Industrial Paraense, em 1906; Companhia Pará Industrial, em 1912; Companhia Fiação e Tecelagem São Gonçalo, em 1923. Foi também idealizador e fundador da Companhia Melhoramentos Pará de Minas, em 1920.

Como diretor-gerente da Cia. Industrial Paraense, ampliou e reformou as instalações das fábricas de tecidos e promoveu a construção da segunda unidade da Usina Hidrelétrica do Carioca, que, além de gerar energia elétrica para as fábricas, supria as necessidades da cidade. Na Companhia Melhoramentos, também como diretor-gerente, construiu o Grande Hotel, atualmente Casa da Cultura; construiu também a Usina Hidrelétrica de Britos.

Torquato de Almeida teve tanto êxito como industrial que possuir ações de suas empresas foi o ideal de muitos, como lembrou o advogado Mauro Xavier na inauguração da estátua de Torquato em praça pública. Nessa ocasião, o advogado ainda disse: “a política, não havia dúvida, era a sua absorvente atração, a carreira compatível com seu gênio perspicaz e combativo”, empregando nas suas empresas “a política da solidariedade, proporcionando ao operário e à sua família justa recompensa ao trabalho e assistência condigna nas necessidades, muito antes do advento dos institutos de previdência social”.

A Caixa Beneficente Operária foi fundada em 1924 para que os operários fossem atendidos prontamente em suas necessidades. Outra iniciativa de melhoria da vida operária que Torquato introduziu foi o pagamento da gratificação de um mês de salário duas vezes por ano, no mês de março e no Natal. Os operários participavam do lucro da empresa muito antes de qualquer iniciativa oficial. Sua política empresarial conquistou os funcionários; e assim referiu-se a ele Maria Geraldina de Carvalho, representando os operários, traduzindo o pensamento deles: “Foi bom, foi justo, foi realizador! Não morrerá de todo!”

Como jornalista, fundou e editou o jornal “Pará de Minas”, semanário político e noticioso, que permaneceu ativo de 1918 a 1926, cujo nome, certamente, era um incentivo para a mudança do nome da cidade.

Torquato de Almeida casou-se com dona Onésima Diniz Moreira, em 25 de setembro de 1897. O casal não teve filhos, mas amparou vários parentes, tratando-os como se filhos fossem: dr. Theophilo de Almeida, dona Juventina de Almeida, dr. Silvino Moreira dos Santos, dona Onésima Moreira (Guita), dona Maria Raimunda de Almeida Duarte (dona Maria do Juca de Amostra). Faleceu em 28 de junho de 1948, aos 71 anos, em Belo Horizonte, sendo sepultado no dia seguinte em nossa cidade.

Graças à inteligência e sensibilidade desse líder, que tudo fotografava e documentava, consciente da importância dos fatos que produzia para a melhoria da nossa terra, ele legou para a posteridade preciosos testemunhos visuais de Pará de Minas e do trabalho que desenvolveu em prol dela. Felizmente, essa farta documentação está resguardada no Museu da cidade, graças às generosas doações da senhora Vanda Marinho Moreira dos Santos, guardiã zelosa do legado.

Em 1º de novembro de 1954, data natalícia de Torquato, Pará de Minas prestou significativas homenagens à sua memória, que teve início com a celebração de uma missa por sua alma, oficiada pelo vigário Padre Geraldo Maria de Morais Penido, e seguiu com a visita a seu túmulo, com encomendação cantada pelos padres franciscanos. Às 14 horas, houve a inauguração do busto em bronze de Torquato, em pedestal de granito, no saguão de entrada do prédio do Hospital Nossa Senhora da Conceição, hoje Salão Nobre, onde o monumento ainda se encontra em local de destaque. As homenagens culminaram com a inauguração de uma estátua de Torquato na praça em frente à casa em que ele nasceu e que possui o nome do pai, Francisco Torquato de Almeida. O autor dessa escultura, H. Cozzo, estudou as características do homenageado e representou-o de pé, em posição de movimento, com gesto de decisão, semelhantemente à vida que ele tivera. Cozzo perpetuou, assim, o vigor da personalidade dinâmica e realizadora de Torquato, como nos esclareceu o irmão dele Teophilo de Almeida. No pedestal do monumento, foi fixada uma placa com a legenda: “Grande Benfeitor do Município e Servidor de seu Povo”.

Vários oradores, representando as diversas entidades do município, expressaram-se sobre o homenageado nesse dia. Entre eles, o senador Benedito Valadares, outro filho benfeitor de nossa terra que, após relembrar, como os outros, os feitos e os traços da personalidade de Torquato de Almeida que o transformaram em líder e realizador de grandes obras, assim terminou sua fala: “Nesta praça em que nasceu Torquato de Almeida, ali na esquina, numa casa escarrapachada, com casuarinas assoviando na porta, só se compreende a estátua deste paraense ilustre. Nós a inauguramos comovidos como quem presta um depoimento à História do município. Ele foi bom, generoso e, sobretudo, amou a esta terra até o devotamento.”

Dr. Fernando Queiróz Xavier se manifestou na mesma ocasião: [Torquato] “Possuía aquela virtude rara de prever as coisas e de agir segundo suas previsões, daí porque provia, em tempo, as necessidades de sua urb e de seus moradores (…)”. Sobre como conseguia arregimentar o apoio da comunidade, disse: “Seu entusiasmo o arrastava às mais atrevidas realizações e, com ele, contagiados e incendiados e, já depois, entusiasmados também, seus conterrâneos, de cuja colaboração efetiva nunca prescindia, nem dispensava.”

O deputado Ovídio de Abreu, nosso conterrâneo e benfeitor, acrescentou: “Torquato foi, antes de tudo, um progressista! Esse o seu característico principal, a nota culminante de sua personalidade, a que Minas deve uma contribuição valiosa para o seu progresso e o nosso município, melhoramentos, projetados com tal arrojo e antevisão do futuro, que ainda hoje são dos maiores que emolduram a nossa urb.” Relembrou como ele havia se tornado a personificação de nossa terra: “E eram tão vivos seu entusiasmo e devotamento pelo Pará, que [Torquato] chegou a ser a própria encarnação de sua cidade natal. Qualquer referência, feita longe daqui, a este torrão querido lembrava, de imediato, o nome de Torquato de Almeida que, por sua vez, despertava na memória de todos a idéia de Pará de Minas.”

Ao afirmar que Torquato de Almeida era “a própria encarnação de sua cidade natal”, o vigário Padre Geraldo Maria de Morais Penido deixou-nos o testemunho que confirma e reforça o devotamento do líder a Pará de Minas. Sua fala nos fornece mais subsídios para compreender tal sentimento: “Deixou esparsas pela cidade e pelos seus habitantes as intrépidas realizações de seu coração ardorosamente paraense. Paira sobre todos os lugares, e não apenas no bronze desta praça, o vulto lépido e acolhedor, grave e atraente, do amigo, do conselheiro, do incentivador dos planos grandiosos, do benfeitor incondicional, do realizador incomparável, do grande paraense.”

Dr. Edward Moreira Xavier, médico dedicado, que viria a ser, poucos anos depois, o “Prefeito do Centenário” de nossa terra, aprofunda o conhecimento sobre Torquato: “Descobria as oportunidades de emprestar a força do seu entusiasmo invulgar, a pujança da sua vontade férrea e da sua inteligência sagas, a par de um verdadeiro humanismo e de braços dados com os elementos da elite de três gerações, sucessivas, para a execução ou colaboração eficiente na feitura de quase todas as obras que constituem motivos de orgulho para nossa gente.”

As falas dessas autoridades, baseadas em suas memórias, transmitem a dimensão da liderança, do vigor, entusiasmo, dinamismo e capacidade de realização de Torquato de Almeida que o transformaram na figura de maior evidência em nosso meio, durante largo trecho da vida de Pará de Minas. Reverenciar a sua memória, seus feitos, é demonstração de reconhecimento e gratidão. É incentivo para que as gerações, atual e futura, valorizem e transmitam para os seus descendentes a história de quem ajudou a construir a história de nosso povo e de nossa cidade. Assim sendo, Torquato de Almeida “viverá ainda, não morrerá todo”, parafraseando o vigário Padre Geraldo Maria de Morais Penido.

Fontes:
. ABREU, Ovídio e outros. Torquato Alves de Almeida, sua vida e sua obra. Homenagens Póstumas. Belo Horizonte: Papelaria e Tipografia Brasil. Veloso & Cia. Ltda, 1954.
. ALMEIDA, Robson Correia de. Pará de Minas, sua vida e sua gente. Belo Horizonte: Indústrias Gráficas Vera Cruz., 1983.
. ALMEIDA, Robson Correia de. Sinopse Histórica de Pará de Minas. Pará de Minas, não publicado. 1975. Cópia doada pela família do autor ao Muspam em 1988.
. COSTA, Berenice Pereira da. Biografia do Professor Pereira da Costa. 1989. Belo Horizonte, não publicado. Manuscrito doado pela autora ao Muspam, em 1989.
. SILVA, Mário Luiz. Hospital Nossa Senhora da Conceição. Estudo Histórico. Divinópolis: Gráfica Sidil, 1993.
. SILVA, Mário Luiz. Centenário do Cel. Torquato Alves de Almeida. 1976. Pará de Minas, não publicado. Cópia doada pelo autor ao Muspam, em 1989.
. SILVA, Mário Luiz. 80 anos a luz elétrica. Artigo veiculado no jornal Gazeta Paraminense. Pará de Minas, pag. 6.  01.07.1988.
. SILVA, Mário Luiz. Ligeiro Histórico da Praça da Estação. Jornal Gazeta Paraminense. Pará de Minas, pág. 1, 18 março,1988.
. SILVA, Mário Luiz. Vinte de Setembro. Acontecimentos importantes em Pará de Minas. Jornal Gazeta Paraminense. Pará de Minas, pág. 15, 16 setembro, 1988.
. SILVA, Mário Luiz Silva. Depoimento gravado para o Museu Histórico de Pará de Minas. Entrevista concedida a Ana Maria Campos. Projeto Levantamento da história oral. 18.03.1990.
. SILVA, Mário Luiz. Entrevista concedida a Ana Maria Campos. Pará de Minas. 01.07.1998.
. ABREU, Álvaro. Entrevista concedida a Ana Maria Campos. Projeto Catalogação de Fotografias, Muspam. Pará de Minas. 1997.
. Jornal Pará de Minas. Pará de Minas, pág. 1, 28 setembro, 1919.
. Jornal Pará de Minas. Pará de Minas, pág. 3, 6 junho, 1923.
. FIGURAS Notáveis de Minas Gerais. III Série. Pioneiros e Expoentes Editorial Ltda. Editora MAI, Belo Horizonte, págs. 486:489, 1973/1974.
. ESTATUTOS da Caixa Beneficente Operária da Cia. Industrial Paraense. Pará de Minas, Typographia Daisy, 1933.

Em 25.11.2008

*Ana Maria de Oliveira Campos é pesquisadora da história de Pará de Minas, técnica em Museologia, diretora do Museu Municipal.

Com o título “Torquato, o líder progressista”, o texto foi publicado no livro Pará de Minas, meu amor: 150 anos de histórias e estórias; Autores Diversos; Belo Horizonte: Rona Editora, 2009.